
O humor.
Eu tenho o meu humor. Gosto disso.
Gosto de rir de medos alheios. Torturas alheias. Doenças alheias. Vida alheia.
Gosto de perceber que isso chama atenção de fracos.
Platéias em si, invejosas.
Sinta pelos comentários. Pelo “tentar” ser irônico.
Não consigo nem sentir pena.
Não consigo nem importar se é comigo ou não.
Minha noção do “seja humilde” só passou por mim.
Só me vejo como o “alguém”.
Eu escolho a quem gostar e eu escolho a quem fingir.
Se sou errado por isso, que seja.
Se apenas sou certo, eu venço.
Qual culpa terei em ser “(in)diferente”?
Só sou algo que você não é.
Egocentrismo? Oh! Claro!
Meu humor. Meu ego. Minha apatia.
Eu não tenho o que falar.
Sou vilão.
Sou manipulador.
Dependendo da mente pequena e doentia, sou tudo isso.
No fim, só sou um alguém melhor que você e o resto.
Minha cara de apatia não muda.
Meu sorriso cínico também não.
Qual será o argumento agora, fraco?
Me culpar por você ser tão normal?
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