quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Climas.


O frio...

O frio que ocupa o lugar quente...

Quente aquilo que hoje ainda sorrir.

Por mais que existe uma dor, continua vivo.

É difícil... Mas está vivo.

Sabe que não é por obrigação, e sim porque é importante permanecer quente mesmo estando frio.

Dando lugar as cicatrizes dessa mudança de clima...

As cicatrizes carregadas, são aquelas mesmas de antes.

Sobraram-lhe lágrimas, cicatrizes poucas lembradas e que o causam a dor...

Fleches do passado que assustam.

A apatia pedida pelo seu eu... A recusa diante ele.

Ele chora desvairadamente, ele às vezes rir, mas permanece a chorar por dentro.

Seu eu em si angustiado pede que o mate diante isso...

Como eu queria secar suas lágrimas, o eu que diante de todas as cicatrizes, quer fechar seus olhos...

Apenas sorria.


O humor.

Eu tenho o meu humor. Gosto disso.

Gosto de rir de medos alheios. Torturas alheias. Doenças alheias. Vida alheia.

Gosto de perceber que isso chama atenção de fracos.

Platéias em si, invejosas.

Sinta pelos comentários. Pelo “tentar” ser irônico.

Não consigo nem sentir pena.

Não consigo nem importar se é comigo ou não.

Minha noção do “seja humilde” só passou por mim.

Só me vejo como o “alguém”.

Eu escolho a quem gostar e eu escolho a quem fingir.

Se sou errado por isso, que seja.

Se apenas sou certo, eu venço.

Qual culpa terei em ser “(in)diferente”?

Só sou algo que você não é.

Egocentrismo? Oh! Claro!

Meu humor. Meu ego. Minha apatia.

Eu não tenho o que falar.

Sou vilão.

Sou manipulador.

Dependendo da mente pequena e doentia, sou tudo isso.

No fim, só sou um alguém melhor que você e o resto.

Minha cara de apatia não muda.

Meu sorriso cínico também não.

Qual será o argumento agora, fraco?

Me culpar por você ser tão normal?

Amor?


Queria poder inventar palavras novas ou ao menos ter uma novidade ao dizer o que sinto...
O que sinto não é a palavra certa, certo mesmo é gritar e não ter noção alguma do que diz quando diz que ama...
Querer viver pra sempre com alguém que você fez como o ideal para você, é simplesmente uma explosão de alegria até uma morte súbita.
Sem perguntas e sem respostas...
Talvez até querer saber o que é o amor é mais fácil do que obter a resposta de que alguém tão diferente de você tem em mãos qualquer sentimento que você sente.
O amor é difícil de ser entendido porque não há conseqüentemente o que ser entendido.
O amor é surreal!
O amor é bonito... Colorido... Preto e branco.
O amor não tem nada a ver com aquilo que você diz:

-O amor é cego!
-O amor é burro!
-O amor não existe!

Ou

-Não tenho tempo para amar!
-Quem ama é imbecil!
-O amor nos torna vulneráveis a todos e a qualquer coisa!

Enfim, além de clichê é burrada afirma isso.
O Amor existe, pois criamos ele ao dar a outra pessoa.
Esse fogo que nasce ao ouvir a voz da pessoa estranha que entrou em sua vida, não é burrada.
Somos arquitetos desde que nascemos, montamos vidas, criamos sentimentos e às vezes choramos quando ninguém dá o valor ao seu “projeto”.

Amor...
Sem noção alguma eu amo.
Sem ter nada pra poder dar em troca, eu simplesmente digo que amo.
Mas... Amar sem ter o que dar em volta?!
Amor não é troca, amor é compartilhamento. Seja lá como for, o amor é apenas divisão de sentimentos.
Todos temos que entregar isso a alguém, ou não, depende.
Mas eu não estou escrevendo para falar de quem ainda estar decidindo se o amor é ilusão ou não.

O amor não é ilusão, nem sonho, nem mentira e muito menos verdade.
Você faz isso, se ele torna algo do que estar à cima, parabéns... Mas um ponto em que ele cresce e existe.
Você faz o amor, você é o amor.
Você não precisa ter beleza, você precisa apenas deixar seu par chegar.
É estranho, o estranho.
Seu par e suas diferenças, seu rosto estranho ao encontrar seu par e ficar pensando “O que eu ainda faço aqui?!”
Você foi pego!
Não há o que fugir.
Não é culpa do amor, não é culpa de ninguém.
Faz parte.

Eu amo...
Amo a mulher mais linda do mundo, ela é estranha.
Eu não vivo sem ela, é sem noção isso.
Ela não nasceu comigo, não morava em minha casa e eu a amo!
Ela que faz meu corpo parar e queimar.
Meus olhos brilham pra ela.
Eu simplesmente, inconscientemente me entreguei a uma estranha.
Burro?! Não! Corajoso. Arquiteto e feliz por ela ter gostado de mim e compartilhar isso comigo.
Eu não faço idéia se esperei muito ou pouco. Isso é o que menos importa realmente quando queremos saber o que é o amor.

Pra você estranha que não é estranha, é você que mora em mim e que vai permanecer.
Você sabe e eu sei, eu te amo.
Por fim, nosso amor existe independente de qualquer outra coisa.
É real.