terça-feira, 10 de agosto de 2010

Carta.


Sou tão indefeso e tão clamado...

Sobre esses ecos de minha voz cravada no fundo do poço nunca vou poder gritar e dizer “Eu sou bom. Eu faço parte de sua vida por algum motivo”.

Já me perdi há tempos. Eu não tenho estrelas pra qual olhar e ser guiado.

Eu não sei escrever sobre elas, eu não sei olhar pra elas.

Sou insensível a ponto de dar a minha vida para outra pessoa e ser pisado sem piedade e ainda amá-la.

Sim, não sou perfeito e nunca vou atingir esse nível.

Sou mais um clichê...

Às vezes tão intenso quanto o vácuo que existe nesse lugar.

Sempre evitando olhar para algo sem volta, sempre mostrando ser um louco lúcido e convicto que a morte não faz parte ainda. (Ainda...)

Eu não penso ao escrever, quem dirá o que penso ao agir.

Ainda sou um erro, mas ainda tento consertar isso.

Eu ainda ocupo muito espaço por aqui... Mesmo havendo erros.

Eu faço parte de você.

Desculpe o incomodo.

Assinado: Vazio.

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